Em Santos, estamos na luta para que os trabalhadores do comércio não sejam mais uma vez prejudicados
A pandemia trouxe grandes prejuízos para a população. Além das vidas perdidas, milhares de pessoas ficaram sem emprego e sem conseguir sustentar suas famílias. Somente o setor do comércio perdeu bilhões de reais e muitos estabelecimentos fecharam as portas em definitivo.
Na Baixada Santista, segundo a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), de janeiro a outubro, o número de empregos diminuiu em 14 mil. Contando todo o Estado, foram 92 mil vagas de trabalho a menos, incluindo apenas os empregos formais pois, somando os informais, o estrago é ainda maior.
Mesmo com tantas perdas para a economia e para as famílias, João Doria, na última semana, optou por recolocar as regiões do estado na fase amarela do “plano de flexibilização econômica”.
O que o governador e sua equipe parecem não ter entendido é que, estendendo o horário de funcionamento dos comércios, o fluxo nos horários de pico diminuiu. Limitando o tempo, as aglomerações crescem, assim como os riscos de contaminação.
Mas Doria parece não se preocupar tanto assim com aglomerações já que, até o dia anterior ao novo anúncio (29 de outubro, segundo turno das eleições), ele mesmo promoveu algumas, em ocasiões em que pessoalmente prestou apoio durante a campanha eleitoral de Bruno Covas, inclusive na reunião que comemorou a vitória do prefeito.
O governador afirmou em vídeo, em suas redes sociais, cerca de duas semanas antes do novo anúncio, que não aumentaria as restrições da quarentena logo após o pleito. Passado um dia das eleições, vimos que não foi o que ocorreu. Fica a dúvida: o endurecimento das medidas não era necessário antes?
O comércio não suporta mais um período de rigidez e as pessoas precisam trabalhar. Os estabelecimentos têm condições de atenderem o público seguindo as recomendações sanitárias para evitar a propagação do coronavírus: funcionamento com apenas 40% da capacidade, distanciamento social, aferição de temperatura na entrada e fornecimento de álcool em gel.
Em Santos, eu, o deputado Caio França, o vereador Sergio Santana, entre outros vereadores, estamos na luta para que os trabalhadores do comércio não sejam mais uma vez prejudicados. A Prefeitura já sinalizou a edição de um decreto esta semana em que estenderá até meia noite o horário de funcionamento dos estabelecimentos.
Os municípios não podem ser obrigados a adotarem limitações que apenas elevarão o risco de contaminação das pessoas e prejudicarão milhares de empreendedores e trabalhadores.
Matéria Original: Diário do Litoral